
Depois da cirurgia no Polegar, e do diagnóstico de artrose no quadril esquerdo (agravada pela síndrome de impacto ) fiz a cirurgia artroscópica no quadril para solucionar o problema do impacto, que teve sucesso absoluto.
Esta semana completei cinco meses de pós cirurgia e eu estava muito ancioso pelo retorno ao médico, a espera da alta para poder voltar a correr. Depois de duas horas de conversa no consultório, e no dia seguinte ter uma segunda opinião exatamente na mesma linha, eu tomei um choque de realidade, estes são os fatos:
- Artrose é uma doença crônica degenerativa. Ou seja, não tem cura e nunca melhora, só piora.
- Não existe no mundo nenhum tratamento, procedimento, droga ou terapia que comprovadamente regenere o tecido da cartilagem.
- A corrida acelera e muito o processo degenerativo na articulação já acometida pela artrose, podendo inclusive ter sido a causa da lesão.
Com base nos fatos acima, a conclusão é que um dia eu certamente vou ter que colocar uma prótese no meu quadril. Pode ser com idade avançada ou pode ser daqui há alguns anos, vai depender do meu comportamento de agora em diante. Um agravante é que a prótese não é para a vida toda, ela tem prazo de validade (cerca de 10 anos) e a cirurgia para trocá-la pode ser extremamante traumática, existem casos em que o paciente simplesmente não pode fazer a troca por não possuir tecido ósseo para fixar a nova prótese. Portanto, embora pareça ser inevitável no meu caso, quanto mais tarde melhor.
De qualquer forma ainda não estou de alta para correr, o médico quer que eu perca peso (de 8 a 10 quilos) e fortaleça ainda mais a musculatura, mas mesmo colocando essas duas condições, ele ainda me desaconselha fortemente a voltar a correr.
Diante disso estou dando adeus ao sonho de um dia cruzar a linha de chegada dos 42.195, e nunca mais vou fazer uma meia-maratona, a São Silvestre ou as provas de 10 milhas. Enquanto trabalho na perda de peso tenho que decidir o que fazer, meu fisioterapeuta me sugeriu mudar de esporte e praticar ciclismo, forte, com uma assessoria. Eu sinceramente ainda não sei, ainda estou assimilando o choque. Mesmo que me dedique a corrida leve apenas uma vez na semana, para complementar o ciclismo, acho que sempre vou ficar preocupado por estar acelerando o processo da artrose.
Não é fácil, a paixão pela corrida é tão grande que mesmo com todos os fatos ainda não estou decidido a parar. O que eu sei por enquanto é que 2010 se foi, e com ele meus planos de voltar a correr em outubro.